segunda-feira, 14 de setembro de 2009





“É A VIDA!”





Olá meus e minhas queridos e queridas leitores e leitoras, aqui estou EU, uma vez mais, para vos ajudar a superar a depressão. Juntai-vos a MEUS pés e escutai a voz da sabedoria.
A frase da semana é:
“Não há mal que sempre dure pois temos sempre a morte para nos salvar.”
Antevejo os MEUS e MINHAS fãs de olhos chuvosos gritando esta frase na semana que se avizinha.
Ouço ao longe algo mais a ser dito pelos MEUS fiéis seguidores, ergo o ouvido, estaco de espanto e sinto uma ligeira baba escorrer-ME entre os lábios. A melodia cantada aveluda-ME o coração enquanto uma pequena lágrima sulca-ME o rosto. Não há dúvida que ME AMAM. Por iniciativa exclusiva dos MEUS e MINHAS fãs foi composta uma música com a seguinte letra: “Abençoada seja a segunda-feira por existir A SOLARENGA. Oremos SENHORA...”
Não é Lindo!!!!!!!!!
Quem tem um público assim de nada mais precisa, digo-vos EU!
Passado o intróito analisemos a semana que se foi. Na realidade, esta coisa das eleições torna as semanas muito mais emotivas. Acho até que foi por isso que todos quisemos ter três eleições este ano.
Os restaurantes é que sofreram muito. Coitados, estão às moscas (e isto não é piada para a Albertina). Só se safaram os restaurantes com plasma.
Ver assim os nossos grandes à hora de jantar a falar de questões profundíssimas tais como “ai não me faça essa cara” ou “é a vida” ou “o senhor não está a falar verdade” transforma uma mísera e parca refeição de rojões à moda do porto num verdadeiro acontecimento.
Gostei muito das boquinhas (leia-se, trejeitos com os lábios) do vendedor de Magalhães e do sorriso malandro da travesti da política de verdade.
Com estes debates percebemos que por trás, mesmo por trás, daquelas figuras públicas existem seres humanos, verdadeiramente humanos, com sentimentos de amuo, de incompreensão, de estupefacção e até de humor. E imediatamente começamos a imaginá-los com as calças para baixo e/ou com as saias para cima, sentado(a)s na sanita, numa atitude de esforço. O rosto a ruborizar, os olhos semicerrados de dor, os punhos fechados, um ligeiro gritinho, um som inconfundível semelhante a um trovão... e depois... bom depois o relaxamento do rosto, o sorriso de alívio e..., bom, não há como negar, o cheirinho insuportável.
É nesses grandes momentos de conquista, convém dizê-lo, que nos enternecemos com os líderes!!!!
A MIM pareceu-ME que os dois principais líderes têm algumas dificuldades na defecação, e isso é sempre triste, pois causa muitas dores, irritações, sensações de enfartamento e, pior entre os piores, hemorróidas. É claro que já há operações, mas mesmo assim... o ânus nunca fica igual! E se é verdade que o stress potencia as crises de obstipação, coitadinhos dos líderes por esta altura do combate político!!
Mas voltemos à temática política e abandonemos a tentação de imaginar os grandes líderes em actos copulares ou afins...
A MIM fascina-ME muito a Verdade, desde logo, porque é o contrário da Mentira e a Mentira é muito feia, tem muitas pernas, se bem que curtas (ai ai que a mentira tem perna curta), um olho de vidro e uma cara de má.
A coisa mais interessante da mentira é a quantidade de vezes que diz “adoro a verdade”. Não é de estranhar porque a mente humana é muito complexa e no fundo todos nós queríamos ser o que não somos e só queremos o que não temos.
A procura da Verdade é tema das filosofias, uma coisa que, vê-se logo, assenta muito bem na grande líder feminina em concurso. O arcaboiço cultural da personagem em questão é esmagador e, atente-se, nas longas horas de meditação a que se submeteu para conseguir alcançar a resposta sábia a uma das grandes questões das sociedades humanas. Sabeis vós porque razão existem ricos e pobres, exploradores e explorados? Ah, não sabeis, ?! Anos e anos de estudo e nunca uma resposta vos ocorreu. Leituras de Marx, de Engels, nada vos elucidou sobre a questão? Nada?! Nem mesmo os licenciados em economia conseguiram obter resposta? Mais voilá, la (ma)dame, a grande economista portuguesa, que conhece de trás para a frente a diferença entre IRS e IRC e que bem sabe que cada homem (leia-se também mulher) é uma empresa, descobriu a resposta: “É a vida!”
Nem mais!!!
É que é mesmo a puta da vida que faz com que nasçam bebés desnutridos em África e inteligências populistas em Portugal!!!
Ah, e não se esqueçam que de Espanha nem bom vento nem bom casamento, que quem tudo quer tudo perde, que há mais marés que marinheiros, que a cavalo dado não se olha o dente, que a culpa morreu solteira, que burra velha não aprende línguas, que muda-se de moleiro mas não se muda de ladrão, e que é isto o que nos espera...
Boa semana e que a sorte vos acompanhe.

2 comentários:

missangas disse...

Esqueceste-te do meu preferido: "mais vale ser rico e ter saúde do que ser pobre e doente"! Ah, pois é!

Belinha disse...

Nem mais missangas!