terça-feira, 19 de maio de 2009

a beleza e o adagietto da 5ª de mahler

nunca vos aconteceu sucumbir à beleza? não aguentar pura e simplesmente um calor morno a subir-vos no peito sem parar até quase sufocar. uma lentidão insustentável a anunciar o desastre iminente..como o leite nos antigos fervedores? às vezes dá-me para aqui a propósito de quase nada. o acordar lento do meu filho. o olhar sereno de uma velha senhora. uma luz projectada na parede. a inutilidade de uma flor. acontece-me a beleza, às vezes, em certas horas, como uma inevitabilidade.



3 comentários:

Anónimo disse...

é assim como a natureza etérea de um fluxo financeiro, a coerência das imparidades e o fulgor de um bom input

mouche albértine disse...

fónix... e assim se estragam belos momentos na vida de uma mosca!ele há gente mázinha mesmo!quase que aposto que aqui anda pena de uma certa chefe almeida!

norrin disse...

em certas horas, é inevitável