segunda-feira, 18 de maio de 2009

A GENÉTICA DO AMOR



Olá a todas e todos. Deus presenteou-nos com um belo e Solarengo (é MEU irmão) Domingo. Bem sei que têm a Internet ligada só para beberem as MINHAS nobres palavras, mas uma vez mais vou atrasar-me só um bocadinho, é certo que só um bocadinho, mas mesmo assim, para vocês, uma eternidade. Não é que não vos adore, fãs incondicionais, mas algo tolhe-me os dedos. Já fui até ao médico, não a um médico qualquer, antes sim ao médico dos Sóis e ele disse-me que era do tempo enublado. Preciso de muito Sol para que o sangue aquecido se derreta nas veias e me inunda de luz (Ah, que linda frase!!!) O Sol de hoje, ainda que belo, não foi suficiente.
Assim, ficais sabendo que toda a responsabilidade por estes intoleráveis atrasos não é minha, mas desta doença do tempo que me assola.
Tudo visto e explicado, resta-nos o tema da semana.
EU sei que todos pensais que não vou conseguir resistir à Fátima (a outra virgem que ensombra o percurso maravilhoso da primeira virgem, a Maria). Foram horas e horas maravilhosas na nossa não menos encantadora televisão que persistentemente acompanhou a par e passo a viagem da Fátima a Lisboa. Era a primeira visita da Fátima a Lisboa, e não é todos os dias que se vem à capital. Ainda mais uma virgem que só por ser virgem, dizem, tem um espírito mais sensível. Existe um estudo de uns quaisquer cientistas, parece que americanos, que prova que as virgens desmaiam mais que as outras, aquelas, as outras, estão a perceber, as que não são..., pois... estávamos assim todos à espera que a Fátima desmaiasse, mas parece que não e ainda por cima veio de tão longe. Então não é que estes cientistas se enganaram com a Fátinha (não, nã é a do Brasil, essa já veio várias vezes a Lisboa e acho que tem as orelhas furadas).
Mas enganam-se vocês que julgam conhecer-ME e adivinhar os assuntos de que vos irei falar (bem, EU estou a falar com vocês, mas na realidade vocês não ME estão a ouvir, Eu sei, é a incongruência da comunicação, voilà).
Pois ficais sabendo que Hoje não vos falarei da Fátima, apesar da enorme tentação, asseguro-vos que é muita, mas não, tal qual Otelo (não o da peça), o nosso Capitão de Abril, também EU sei resistir à tentação.
E assim vou abarcar outra temática.
E Hoje estou virada, completamente virada, para o Amor. Essa coisa que arde sem se ver... isso julgavam vocês, mas não é nada assim. Conforme notícia jornalística de primeira água, o Amor é um cocktail bioquímico (atenção, para os amantes do álcool, não é um cocktail alcoólico, a bio e a química não levam álcool, sorry). As neurociências em breve explicar-vos-ão o Amor e melhor que isso estarão preparadas para vos submeter a testes altamente confiáveis a fim de saber se o neurónio A é compatível com o neurónio B e até a efectuar operações altamente precisas para alterar o neurónio B para AB ou mesmo só A e desse modo salvar uma relação.
No futuro os divórcios e as separações deixarão de existir. Antes da junção entre dois seres (macho e fêmea, pois claro, então e a procriação), serão os mesmos obrigatoriamente submetidos ao teste da compatibilidade e a junção só será possível se o resultado for positivo. Está provado, cientificamente provado, não há como negá-lo, que aquilo que arde sem se ver muita vezes não é mais que uma hormona desvairada dissociada dos neurónios. Para que arda como deve ser é preciso que o ardor provenha do neurónio mãe (para as mulheres) ou do neurónio pai (para os homens), mas muitos seres humanos (homens e mulheres) sofrem de uma doença denominada disfunção dos neurotransmissores, doença essa que, como o próprio nome indica, leva a comunicações falsas. Quando isso acontece, o homem olha para a mulher e a mulher olha para o homem e sente um calor (nos testes efectuados detectou-se que o calor pode ser por todo o corpo ou apenas nalgumas partes do corpo, mas o mais frequente é entre as pernas) e julga-se enamorado(a), só que essa conclusão é precipitada devido à tal disfunção do neurotransmissor. Estão a entender? Finalmente a explicação para tantos desencontros, não é verdade. Pois com a nova ciência esses erros serão proibidos e, nas situações mais delicadas, em que a união devastadora já aconteceu, para evitar a desarmonia familiar que causa sempre uma grande tristeza aos elementos que a integram (para já não falar dos descendentes, os seres reproduzidos pela família nuclear) e prejudica a economia global, já que os entes trabalhares produzem menos quando estão cheios de questiúnculas inúteis a percorrer-lhes os neurónios, existe sempre a cirurgia correctiva. É uma operação com alguns riscos, mas quando bem sucedida, leva à salvação de uma família.
Com tais descobertas finalmente o homem e a mulher não mais voltarão a discutir, entender-se-ão como se na realidade um fosse a parte ausente do outro e vice-versa.
Claro que se prevê existir uma percentagem insignificante (não mais que 10%, uma insignificância mesmo) que não reaja bem aos testes, ou mesmo, nalgumas situações, erros de teste. Mas as vantagens são bastante superiores aos inconvenientes e como todos sabeis para que haja progresso há sempre uns que ficam pelo caminho e o mundo é dos vitoriosos, dos saudáveis, dos compatíveis.
Já aconteceu, se bem que entre os ratos, animais testados até à loucura (e muitos deles enlouqueceram mesmo, cheguei a ver uma rata a chamar-se Eva, outra a chamar-se Cheeta e um rato a chamar-se Adão e todos os três a comerem-se compulsivamente. Uma vergonha), que, apesar dos testes terem dado incompatibilidade, o rato e a rata negaram-se a aceitar o resultado e, ainda que proibidos de se contactarem, fizeram pequenos canais entre as gaiolas, só para se verem. Os neurocientistas têm algum receio destas reacções também entre os humanos, pois está geneticamente comprovado que os filhos de pais (homens) míopes ou de mães (mulheres) com joanetes têm uma maior propensão para a desobediência.
É claro, que o recurso aos electrochoques continua a ser uma técnica acessível e com resultados bastante positivos, porém, não garante eficácia absoluta.
Detectou-se também recentemente que o neurónio gay surge com grande frequência nos filhos de pais com disfunção eréctil e que o neurónio lésbico nas filhas de mães com hemorróidas. Não foi ainda avançada a explicação para esses factos, mas tal qual como a descoberta da cura para o cancro, ficamos a aguardar ansiosamente.
E, uma vez mais, com grande tristeza e consternação, vejo-me impelida a despedir-me até ao próximo Domingo, pela hora certa, caso haja SOL, ou pela hora incerta, se as nuvens me obscurecerem.
Entretanto, vou ali tomar uma poção de oxitocina que parece que tem um efeito muito entusiasmante no desempenho sexual.

10 comentários:

mouche albértine disse...

«Com o fogo não se brinca
porque o fogo queima
com o fogo que arde sem se ver
ainda se deve brincar menos
do que com o fogo com fumo
porque o fogo que arde sem se ver
é um fogo que queima
muito
e como queima muito
custa mais
a apagar
do que o fogo com fumo»
A.L.

nomundodalua disse...

Só como recurso estilístico se pode afirmar que a Virgem de Fátima ensombrou a Virgem Maria.
Pois se é a mesma...

mouche albértine disse...

virgem há só uma a do e. s. e mais nenhuma!!!

plexquba disse...

e demasiado amor ao sol faz esturricar a moleirinha e derrete as sinapses. algo que deve ter acontecido à "fátima" (ou teria sido à "maria"?) quando em 2005 desceu à capital (terá passeado em bikini de diamantes ou travestida de ouro?). é melhor buscar sombra.

nomundodalua disse...

Essa é a Madonna, que às vezes se sente como uma Virgem.

mouche albértine disse...

darling lunar miss u! onde anda a minina??temos que ar vazão ao caixote soon, soon!

mouche albértine disse...

dar!

plexquba disse...

uma das duas popstar e ambas no ramo da música.

solarenga disse...

É a esquizofrenia, coitadinha da Maria de Fátima. Às vezes faz-se de Maria, outras de Fátima. Diagnosticado há anos!

nomundodalua disse...

Maria apareceu aos Pastorinhos na Cova da Iria, situada na pré-existente Fátima. Parece que tinham sido os mouros a nomear o local, já que Fátima é o nome da filha (ou de uma das filhas) do profeta Maomé.
Mosca, o caixote ali está, ensimesmado e surpreso pela demora...