quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Afinal havia vários outros....Ainda e sempre o ( Poli )Amor





Imaginem ter um namorado mais culto para ir a peças de teatro e exposições, outro mais divertido para rir e conversar, um terceiro, romântico, para nos acompanhar a restaurantes incríveis, um quarto que acenda a paixão em cada dia... FANTÁSTICO NÃO?E puder manter todas essas relações sem ciumes. Utopia? Não para os poliamoristas. Eles permitem-se mais de um relacionamento amoroso simultâneo, não vêem o sexo como a base de uma relação, seguem o impulso natural do ser humano de se relacionar com várias pessoas ao mesmo tempo e - juram - não sentem ciúme.


Enquanto conceito o poliamor até me parece interessante. Quem não gostaria de, idealmente, ter tantos homens ( ou mulheres )quantas as necessidades especificas ou os gostos que quer ver satisfeitos? Mas será que ao relacionamento com tantas pessoas diferentes em busca de ideais objectivos se pode chamar AMOR? Não estaremos antes a falar, apenas, de polirelacionamentos?

O Amor não terá mais a ver com a magia do inexplicável do que com a racionalidade da procura objectivável?

Será que o Amor já não é tal como o poeta descreveu,« Fogo que arde sem se ver .. tão contrário a si »? Estarão a mudar-se os tempos, as vontades... e as formas de sentir?

Ou será que o Amor tal como o intuimos, aprendemos e quisemos sentir tem os dias contados, por não passar de mera ficção ou... predisposição?

Responda quem souber... ou quiser...

Eu, na minha simplicidade, quer-me é parecer que se encontrar um homem interessante já é obra... encontrar quatro ou cinco ao mesmo tempo parece-me missão impossivel...ou talvez não... pensando bem se não colocarmos as expectativas todas num... não precisamos de um homem interessante, mas de cinco relativamente interessantes... o que afinal de contas é bem mais fácil de encontrar...

Brindemos, pois, ao poliamor!

1 comentário:

mouche albértine disse...

O Belinha, isso até pode não ser mau de todo, mas tens que ter um horário muito bem organizado e uma memória irrepreensível... E se estiveres doente, qual dos poli-amados vais querer que te dê a mão?Ou transformas-te subitamente em polvo e ficas com os gajos todos ali por perto...acho que não. Esses poliamorosos tem o seu terriório definido: ora no restaurante; ora no teatro; ora na cama ou no elevador.Náo se quadram bem com quartos de hospital, nem tu lhes vais aparecer doente.